Empresários portugueses destacam “mercado de oportunidades” na FILDA

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Utensílios de cozinha e queijos portugueses estão entre os produtos expostos na 38ª edição da Feira Internacional de Luanda (Filda), que se iniciou esta terça-feira, com os empresários expectantes em alargar o negócio no mercado angolano de “oportunidades”.

A Tescoma Portugal, empresa produtora de utensílios de cozinha, marca presença pela primeira vez na Filda e, como disse à Lusa o seu diretor comercial, Guilherme Lopes, procura novos parceiros, novos negócios e maior penetração no mercado angolano. Com um stand adornado com vários utensílios de cozinha, incluindo talheres, pratos e panelas, o responsável deu conta que a empresa tem uma panóplia de cerca de 2.700 artigos, fornecidos em Angola por via dos seus parceiros.

“Temos a expectativa de vir à procura de novos negócios, estamos à espera que nos visitem, que nos contactem e de acordo com os contactos que tivermos vamos traçar uma nova estratégia para o mercado angolano”, disse. Vender os produtos diretamente no país africano, por via de supermercados, lojas especializadas, “seja por uma nova distribuição” em Angola, constitui também um dos propósitos da Tescoma Portugal, que almeja “crescimento e mais qualidade”.

Guilherme Lopes acredita que a sua empresa tem potencial de crescimento em Angola por possuir um mercado necessitado de utensílios de cozinha. “Vemos é que há efetivamente oportunidade, temos potencial de crescimento porque pensamos que o país ainda está um pouco carente naquilo que é a oferta de utensílios de cozinha e, por isso, viemos cá e pensamos que vamos poder acrescentar valor aos parceiros que temos aqui”, rematou.

Entre as empresas portuguesas que participam da Filda 2023, que decorre até o próximo sábado, está também a Lacto Serra, que naquela sala de exposições apresenta queijos de vaca, de ovelha e de mistura que compõem a sua gama de produção. Com um volume de negócios de cerca de 60.000 euros, a Lacto Serra marca presença na Filda para “conquistar novos clientes, consolidar os existentes e, com isso, alargar o negócio”.

“A experiência tem sido positiva, a cada encomenda temos um fluxo maior de pedidos e este valor que lhe falei tem estado em constante crescimento, penso que poderemos ter aqui um crescimento substancial constante“, disse à Lusa Miguel Espírito Santo, diretor comercial da Lacto Serra. Para o empresário português, que no espaço onde estão concentradas as empresas portuguesas expõe uma vasta gama de queijos, o mercado angolano é de “oportunidades”, apesar de exteriorizar “receios” face ao atual contexto económico do país.

Em relação ao atual cenário macroeconómico de Angola, marcado pela desvalorização do kwanza e escassez de divisas, Miguel Espírito Santo referiu que a questão “surgiu há poucos meses” e espera que a mesma não tenha impacto no fluxo de exportações que tem feito para Angola.

“Olhamos para isso com algum receio que venha trazer algum impacto na diminuição das compras, mas estamos aqui também para tentar contrariar isso e fazer crescer o nosso negócio”, rematou o investidor português. “Economia Digital — A nova fronteira da economia mundial” é o lema da 38ª edição Filda 2023, a maior bolsa de negócios do país, inaugurada esta terça pelo Presidente angolano, João Lourenço, onde participam 22 empresas portuguesas de diversos setores.

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